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O que podemos fazer para ajudar alguém que está com problemas na saúde mental?

  • Escutar e prestar atenção como se fosse algo muito importante para você (pois é para a criança)

  • Ajude a criança a se integrar com outras crianças na escola (exemplo, sortear os grupos para as atividades ao invés de deixar que escolham)

  • Encoraje prática de exercício e de atividades culturais

  • Quando necessário, ajude a acionar o círculo de suporte

Que coisas podem atrapalhar?

  • Não dar atenção para o que ela está sentindo.

  • Minimizar os sentimentos da criança, dizendo que não são relevantes.

  • Dê sua atenção total. Todos nós sabemos o quanto chato é quando alguém nos ouve pela metade. Mantenha contato visual e dê sua atenção total. Nesse momento, investir seu tempo nesse momento é fundamental. Tente esquecer os demais assuntos e problemas e interessar-se de fato naquele/a aluno/a que está a sua frente.

  • Leve as queixas a sério. Para você algumas preocupações podem parecer sem sentido (e talvez até não tenham muito sentido mesmo), mas para seu aluno elas são reais e muitas vezes  assustadoras, pois podem estar vivendo esses problemas pela primeira vez.

  • Tenha compaixão. Tente se colocar no lugar do seu aluno. Mostre que você aceita essas emoções. Isso é mais importante do que tentar oferecer soluções para esses problemas.

  • Fique confortável com os sentimentos que aparecerem. Não se assuste se a criança chorar e falar francamente sobre os sentimentos. Enquanto ela está falando ou chorando, não está fazendo nada que possa fazer mal, ao contrário, está se comunicando. A melhor mensagem para uma criança é ver que ela pode falar sobre as dificuldades que ela tem e ver que um adulto é capaz de ouvir sem se apavorar com essas emoções.

Os desafios virtuais (ou “jogos virtuais”) são mensagens, páginas de internet e outros meios virtuais que estimulam ações autodestrutivas pelos jovens. Esses desafios podem despertar a curiosidade dessa população contribuindo para o aumento do acesso aos mesmos. Portanto, a escola deve estar atenta para identificação e manejo dos desafios virtuais de forma adequada.

A veiculação inapropriada de informações desses jogos que estimulem atos de autoagressão e suicídio podem ter um efeito de “contágio”, chamado “efeito Werther”.  

Assim, recomenda-se que as orientações elaboradas pelas escolas, ao alertar pais, professores e alunos em relação à circulação de tais desafios sigam as sugestões:

  • Evitem divulgar o nome dos jogos;

  • Evitem divulgar informações que possam sugerir a identificação alunos ou grupos de alunos/turmas específicas;

  • Evitem divulgar imagens ou métodos utilizados nestes jogos;

  • Prefiram focar na importância de pais e responsáveis por crianças e adolescentes acompanharem seu acesso às redes virtuais, orientando e limitando o tempo e o tipo de acesso conforme a faixa etária;

  • Promovam discussão a fim de contribuir para a adoção de hábitos saudáveis de convivência no ambiente virtual;

  • Promovam formas de divulgar meios de buscar ajuda quando identificadas situações de risco.

Toda sociedade é responsável pelo bem-estar das crianças. No entanto, para que isso ocorra da melhor forma possível, é importante saber o papel de cada ente do sistema público.

Qual o papel da escola?

O papel da escola é o de promover a saúde dentro do ambiente escolar, prevenir a ocorrência de violência (incluindo bullying), ser um espaço de proteção para a criança com abertura para que ela possa compartilhar sentimentos e pensamentos, assim como um espaço de estimulação de ajuda entre os alunos.

Qual o papel das unidades de saúde?

O papel das unidades de saúde é o de identificar e tratar os problemas mais comuns na infância: sofrimento mental relacionado a eventos do ciclo vital, os Transtornos de Ansiedade, Transtornos Depressivos, o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade e o sofrimento  relacionado à exposição a situações de violência. Além disso, também é papel da unidade o acompanhamento das famílias e a identificação de outras situações que demandem atenção e encaminhamento para outros serviços, quando necessário.

Qual o papel das Equipes Especializadas de Saúde da Criança e do Adolescente?

O papel das EESCAs é o de identificar e tratar pessoas com problemas de saúde mental moderados na infância e aqueles refratários a estratégias desenvolvidas na Atenção Primária em Saúde (APS).

Qual o papel dos ambulatórios hospitalares?

O papel dos ambulatórios hospitalares é o de prestar atendimento à pessoas com problemas moderados a graves, especialmente aqueles com necessidade de manejo medicamentoso.

Qual o papel dos Centros de Atenção Psicossocial infantis?

O papel dos CAPSi é o de identificar e tratar os problemas de saúde mental graves na infância, como Autismo, Esquizofrenia e Problemas Graves de Comportamento e aqueles refratários às estratégias desenvolvidas nas EESCAs, com predomínio de problemas de comportamento.  

Qual o papel das internações hospitalares?

O papel das internações hospitalares é o de oferecer um espaço de proteção para crianças e adolescentes em situação de crise com riscos a sua saúde, como o risco de suicídio, risco de agressão à outros e outros riscos associados.

Para os casos onde os sentimentos ou comportamentos estão atrapalhando de forma importante na vida e as formas de suporte não ajudarem a busca de ajuda especializada pode ser necessária. Nesse caso, deve-se acionar os responsáveis pela criança para uma conversa e encorajar a buscar a unidade de saúde mais próxima para avaliação. Há diversas formas de tratamento que podem ajudar, incluindo formas de psicoterapia e medicações.

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